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Sindicato da Alimentação de Catanduva e Região | Negociação de Doces decepciona; Ração Balanceada tem pequeno avanço
Negociação de Doces decepciona; Ração Balanceada tem pequeno avanço

Negociação de Doces decepciona; Ração Balanceada tem pequeno avanço

A primeira rodada de negociação do setor de Doces e Conservas Alimentícias decepcionou. O encontro aconteceu quarta-feira, 14 de maio, em São Paulo. 

E o Sindicato da Indústria de Doces e Conservas Alimentícias do Estado de São Paulo, que representa os patrões, apresentou uma proposta que está aquém da esperada pelos trabalhadores: 4,0% linear, ou seja, com aplicação em todos os itens econômicos.

A proposta revoltou a bancada profissional, que fala em nome dos trabalhadores, uma vez que a pauta entregue já falava em reposição integral da inflação e aumento real. É importante lembrar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação em famílias de menor renda e é utilizado como base nas negociações, subiu 0,48% em abril, acumulando e 5,32% em 12 meses, segundo o IBGE.

O que foi apresentado já foi recusado e uma nova rodada de negociação ficou agendada para 27 de maio, às 10 horas, na FIESP, em São Paulo.

RAÇÃO BALANCEADA - PEQUENOS PASSOS

E segue para a terceira rodada, a negociação do setor de Ração Balanceada. O segundo encontro entre a bancada patronal e profissional não terminou com acordo e uma nova reunião deve ser agendada depois do dia 23 de maio, após contato dos patrões.

Depois de algumas discussões, o patronal apresentou a seguinte proposta:

  • reajuste de 5,32% com teto de R$ 12.997,21; para quem recebe acima, aplicação de valor fixo de R$ 691,45;
  • piso salarial de R$ 2.144,19;
  • cesta básica de R$ 340,00;
  • vale-refeição de R$ 38,42.

Essa primeira opção não foi aceita e os representantes dos trabalhadores fizeram uma contraproposta:

  • reajuste de 7,5% com teto de R$ 16.314,82;
  • piso salarial de R$ 2.250,00;
  • cesta básica de R$ 380,00;
  • vale-refeição de R$ 42,00;
  • fim da jornada 6x1;
  • redução da jornada para 40 horas semanais e sem alteração de salário.

Mais uma vez, não houve acordo e foi a vez dos patrões apresentarem novos números:

  • reajuste de 6,0% com teto de R$ 13.081,12; para quem recebe acima, aplicação de valor fixo de R$ 784,87;
  • piso salarial de R$ 784,87;
  • cesta básica de R$ 352,00;
  • vale-refeiração de R$ 39,00.

Por fim, as Federações deixaram sua última proposta do dia:

  • reajuste de 7,0% linear;
  • piso salarial de R$ 2.200,00;
  • cesta básica de R$ 370,00;
  • vale-refeição de R$ 41,00;
  • fim da jornada 6x1;
  • redução da jornada para 40 horas semanais e sem alteração de salário.
Fonte: Assessoria de Comunicação: Gama Consultoria e Marketing