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Sindicato da Alimentação de Catanduva e Região | Negociações começam demonstrando como será 'queda de braço' com patrões
Negociações começam demonstrando como será 'queda de braço' com patrões

Negociações começam demonstrando como será 'queda de braço' com patrões

As negociações começaram e as primeiras rodadas de negociações já demonstraram como deve ser a 'queda de braço' entre trabalhadores e patrões. Entenda.

A) Carnes e Derivados - duas rodadas e nenhum avanço!

A segunda rodada de negociação do setor de Carnes e Derivados não registrou avanços, o que obriga a FTIA Interior e seus sindicatos filiados a organizarem assembleias pelo Estado de São Paulo. 

Na ocasião, ou seja, no encontro do dia 06 de maio, na sede da Fiesp, em São Paulo, o Sindicato da Indústria de Carnes (patronal) manteve a mesma proposta da reunião anterior, ou seja:

  • reajuste de 5,2% (apenas a reposição da inflação);
  • piso salarial de R$ 1.893,60;
  • cesta básica de R$ 241,96;
  • programa de participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 500,00.

A bancada profissional, formada por membros da FTIA Interior e Fitiasp, por sua vez, ressaltaram as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e rejeitou a proposta econômica, apresentando a seguinte contraproposta:

  • reajuste de 7,0%;
  • piso salarial de R$ 2.100,00;
  • cesta básica de R$ 270,00;
  • refeitório com alimentação ou vale-refeição de R$ 30,00;
  • desjejum diário de R$ 20,00;
  • redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais;
  • fim da escala 6x1;
  • auxílio material escolar de 30% do piso normativo;
  • reembolso creche de 40% do piso normativo;
  • assistência médica e odontológica;
  • adicional noturno de 35% até o final da jornada;
  • programa de recolocação profissional;
  • entre outras.

O patronal recusou a proposta, mas se comprometeu a levá-la ao conhecimento das empresas. Uma nova rodada de negociação deverá ser agendada nas próximas semanas. Lembrando que a data-base é 01 de abril.

B) Ração Balanceada - aplicação de 80% da inflação!

Já a primeira rodada de negociação do setor de Ração Balanceada pode ser definida como decepcionante. No encontro entre bancadas patronal e profissional, em São Paulo, também no dia 06, a proposta ficou aquém do esperado.

De forma geral, os patrões oferecem a aplicação de 80% do valor da inflação como reajuste salarial, no piso e na cesta básica, além do vale-refeição. A proposta foi recusada de imediato, uma vez que não atende os anseios dos trabalhadores, que vêm enfrentando dificuldades com os aumentos sucessivos anunciados e vistos nos supermercados.

Em contrapartida, a bancada profissional deixou sua proposta:

  • reposição integral da inflação + 3,0% de aumento real;
  • piso salarial de R$ 3.000,00;
  • fim do teto salarial;
  • refeitório com refeição ou vale-refeição no valor de R$ 60,00 diários;
  • cesta básica de R$ 842,00;
  • multa pela inexistência de PLR - no valor de dois salários normativos;
  • redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais;
  • fim da escala 6x1;
  • assistência médica e odontológica;
  • adicional noturno de 45% até o final da jornada;
  • programa de recolocação profissional;
  • afastamento por violência doméstica;
  • entre outras.

Uma nova rodada de negociação está agendada para o dia 13 de maio, às 14h30.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação: Gama Consultoria e Marketing