Presidente do Sinal participa de intercâmbio com união de trabalhadores da América do Norte
Entre os dias 2 e 6 de fevereiro, o presidente do Sindicato da Alimentação de Catanduva, Marcelo dos Santos Araújo, esteve com a delegação da União Internacional dos Trabalhadores Unidos da Alimentação e do Comércio (UFCW), uma das maiores organizações sindicais do mundo, que representa milhões de trabalhadores nos Estados Unidos e no Canadá.
Essa visita fez parte de uma agenda de diálogo sindical internacional, para trocar experiências sobre organização de base, negociações coletivas, defesa dos direitos trabalhistas e os desafios enfrentados pelos trabalhadores do setor de alimentação e frigoríficos nos dois países.
Durante a programação, foram feitas visitas a empresas do ramo frigorífico, como JBS e BRF, além de encontros com dirigentes sindicais e atividades formativas. A comissão também cumpriu agenda em Brasília, para dialogar com o governo federal sobre a realidade do setor e a necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção aos trabalhadores.
“A agenda com a UFCW também dialoga com a construção da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Interior de São Paulo (FTIA Interior), da qual somos sindicato fundador. Unidade sindical é condição essencial para enfrentar os desafios das grandes empresas do setor”, salienta o dirigente sindical.
Como coordenador estadual de negociações da Federação, Araújo afirma que a experiência foi importante para incluir assuntos a serem discutidos na Campanha Salarial do 1º Semestre, que abrange o setor de frigoríficos.
“Lá, segundo nos informaram os integrantes da UFCW, não há pagamento de décimo terceiro salário, as folgas são quase inexistentes e há um monitoramento severo dos trabalhadores durante suas atividades. Por isso, temos que ressaltar que estamos muito à frente em direitos trabalhistas por causa do trabalho de negociação anual. Nossa luta não para”, destaca o presidente do Sindicato.
Segundo ele, é dever dos sindicatos fortalecer a solidariedade internacional da classe trabalhadora e contruir um sindicalismo forte, combativo e conectado internacionalmente.